Cabo dos Académicos de Coimbra no Campo Pequeno: “O nosso grupo apresentou-se em bom plano”, assinalou.
Entrevista e Fotografia: Nuno Almeida / Texto: Rui Lavrador e André Nunes
A Praça de Touros do Campo Pequeno recebeu, ontem, a segunda corrida da sua temporada, com Diego Ventura, João Ribeiro Telles e Tristão Ribeiro Telles, frente a touros de David Ribeiro Telles, e as pegas a cargo dos forcados amadores de Vila Franca de Xira e Académicos de Coimbra.
Ricardo Marques, cabo dos Académicos de Coimbra, falou ao Infocul.pt e Tauromaquia.com.pt e abordou a noite no Campo Pequeno.
“Bem, eu penso que o nosso grupo se apresentou em bom plano, as coisas não correram como nós pretendíamos, que é pegar os toiros todos à primeira, mas penso que a nossa actuação foi em crescendo, fomos corrigindo os erros, não estamos tão habituados a este tipo de toiros, que vai mais a passo, que vai mais a medir, mas os forcados foram-se corrigindo e penso que acabámos em beleza. Metemos três forcados que nunca tinham pegado em Lisboa, deixámos a rapaziada que tem pegado nesta praça, hoje, dar oportunidades a outros, porque também achamos que é importante para o crescimento do grupo, e então os três forcados que pegaram hoje nunca aqui tinham pegado, inclusive o último forcado, o António Pinto Basto, fez agora 18 anos, é um miúdo que está agora a começar a dar os primeiros passos e penso que esteve muito bem, com muitas maneiras, e vou contente e com alegria e com vontade que venham mais para melhorar cada dia que possamos ter estas oportunidades“, disse.
Quanto à temporada, assinalou que “vejo o grupo bem, é um ano de renovação, é um ano em que está a sair muita gente, temos cerca de oito elementos mais velhos que estão a sair, temos algumas dores de crescimento que é normal e vai-se vendo, porque faz parte precisamente deste tipo de anos, deste tipo de situações, mas é também isso que eu quero que aconteça, é que haja dores de crescimento, que é sinal que estamos a crescer, e é o que tem acontecido, mas as coisas têm resultado cada dia melhores, e eu acredito que com o passar do tempo vamos acabar o ano em grande plano, como temos estado nas épocas anteriores“.
“Nós começámos em Espanha, em Maio, com uma corrida que nos correu francamente bem, com os touros todos à primeira, tivemos esta corrida da Figueira, com um curro de Passanha, como correu aí pelas bocas do mundo, em que tivemos um touro muito duro, tivemos outro touro que o grupo não reagiu tão bem, porque também foi o primeiro touro pegado por esse rapaz, assim numa oportunidade destas, que era o Marco, também um miúdo de primeiro ano, e acabámos também essa corrida com o consagrado João Tavares, a fechar essa corrida ao primeiro intento. A Abiul tivemos que ir para corrigir, para dar novamente alma ao grupo, as coisas correram muito bem, duas pegas à primeira e uma à segunda, em que o touro era bruto e o grupo soube resolver, com muita rapaziada nova, e hoje decidimos vir a Lisboa com o grupo totalmente renovado, fardaram-se hoje nesta praça oito forcados que nunca se tinham fardado, entraram dentro da praça seis forcados de primeiro ano, e demos as oportunidades que demos, e não posso estar mais contente com o grupo rejuvenescido, ter a prestação que tivemos hoje“, rematou.


