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Terça-feira, Fevereiro 10, 2026

Diego Ventura emocionado no regresso ao Campo Pequeno: “Eu quero esgotar Lisboa pelo bem da tauromaquia em Portugal”

Diego Ventura emocionado no regresso ao Campo Pequeno: “Eu quero esgotar Lisboa pelo bem da tauromaquia em Portugal”, disse.

Entrevista e Fotografia: Nuno Almeida / Texto: Rui Lavrador e André Nunes.

O rejoneador era um homem feliz e emocionado após as suas duas lides, neste regresso ao Campo Pequeno, passados 8 anos. A praça esgotou a sua lotação!

Nesse sentido, destacou a importância desta praça: “Imagina, imagina nascer aqui. Imagina ser a catedral do toureio a cavalo. O toureio a cavalo é para triunfar nestas praças, não é para triunfar lá nos povos, nem para tourear lá nos sítios onde verdadeiramente não tem importância o toureio a cavalo“.

Eu tive muitos anos sem vir a Lisboa por razões minhas, porque não sentia o momento, porque achava que para estar nesta praça, tens de vir com o máximo, tens que vir mentalizado, tens que vir com vontade, tens que vir com muita vontade de entrega. E por umas coisas ou por outras eu não via o momento. Graças a Deus chegou o momento, esgotar a praça horas antes já foi uma coisa muito importante para mim, porque as pessoas não sei se compreendem que a minha carreira está feita“, assinalou.

Ou seja, eu não quero esgotar Lisboa por um capricho meu, ou por dizer que eu sou isto ou sou aquilo. Eu quero esgotar Lisboa pelo bem da tauromaquia em Portugal, porque acho que estes dias, com três toureiros como os que estamos aqui, a dar uma noite de touros como a que estamos a dar os três, acho que é muito positivo para a festa, são precisas muitas noites assim, e Deus queira que isto siga assim“, continuou.

Seguidamente, abordou as suas duas lides e os touros que calharam em sorte.

Nesse sentido, disse: “foram dois touros de muita classe, dois touros a obedecer aos toques por cima de mais, porque os touros era só tocar um bocadinho e abriam-se muito, foram dois touros muito importantes, a corrida está a sair muito bem, algum toro com um bocadinho menos de força, que é o que nós não queremos, mas sim com a classe e essa forma de investir, de humilhar, de passar para trás dos cavalos, como os profissionais sabem, para poder fazer este tipo de toureio. Acho que o primeiro touro do Tristão foi um bom touro, o meu lote foi extraordinário, e o Ginja é o que tem tido a pior sorte, acho que o primeiro touro do Ginja era bom, mas com muita pouca força, não transmitia nada, e para este tipo de praça, isso não dá, mas este segundo deixou-se bem, mas também não teve a classe dos outros touros, acho que o Ginja foi o que teve mais azar no sorteio“.

Sobre os 8 anos de ausência desta praça, disse que “foram oito anos sofridos, que foram oito anos que eu via os cartéis, e via a temporada em si em Portugal, e está claro que eu tenho amigos aqui, tenho muitas pessoas que estão sempre a dizer-me para tourear em Portugal, e não é fácil, não é fácil dar esse passo de dizer não é o momento, não é o momento. Há pessoas que me podem compreender, há outras que não, mas não é fácil estar com fome, ter o prato na mesa e não comê-lo, isto não é nada fácil. Mas acho que fiz muito bem, muito positivo, porquê? Porque as pessoas ganharam uma grande ilusão em ver-me tourear, as pessoas esgotaram em datas que não são as ideais, como o Montijo, como a Moita o ano passado, acho que é muito importante as coisas que acontecerem. Não sei se estou enganado, se estou acertado, mas sempre que faço alguma coisa é sempre a pensar no público. Eu compreendo que é difícil, mas mais difícil é para mim ter tudo na mesa, ter fome de comer e não comer“.

Por fim, foi questionado se no próximo ano pode actuar mais vezes em Portugal, depois deste ano ter actuado no Montijo e em Lisboa (no ano passado também na Moita), e disse: “Eu estou com muita vontade de voltar a Portugal e Deus queira que seja o próximo ano em carteis assim, com este ambiente, em noites assim tão bonitas e que o público disfrute como disfrutou hoje“.

Leia também: “Guerra dos Tronos” de Lisboa: o rei que regressa, o guardião do território e o príncipe herdeiro

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