João Pedro “Açoriano” sobre a confirmação de João Pamplona: “Foi o culminar de uma época bonita”, contou em entrevista após a corrida no Campo Pequeno de 22 de agosto.
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Nota Inicial: a entrevista foi realizada antes de artistas, público e jornalistas saberem o desfecho trágico da colhida da primeira pega, do falecido forcado Manuel Trindade. Este órgão de comunicação endereça a amigos e família as suas mais profundas condolências, e assinala também respeito e pesar pela memória de Manuel Trindade.
“Mais de 20 anos depois, posso dizer que as minhas perspetivas concretizaram-se”
João Pedro “Açoriano”, sendo terceirense tal como o ginete do qual faz parte da quadrilha, revela-nos como viu a confirmação de João Pamplona no Campo Pequeno: “Foi o culminar de uma época bonita, porque lembro-me quando o João começou, eu também comecei. Lembro-me dele, de miúdo, a tourear as primeiras vacas e os primeiros bezerros”.
Revela também como a vontade e empenho do cavaleiro o levaram a este marco que foi a atuação em Lisboa: “E vi a entrega, as ganas, a garra, a vontade de querer ser toureiro que ele tinha, que era uma coisa que me fascinava. E eu sempre pensei que ele podia ser porque ele queria. Era muita a garra, muito querer que ele tinha para querer ser toureiro”.
Foi algo também muito importante para si, visto que também nos contou: “E, mais de 20 anos depois, posso dizer que as minhas perspetivas concretizaram-se e tive a sorte de poder partilhar com ele o dia tão importante como a confirmação da alternativa”.
Sobre a família Pamplona: “A quem tauromaquia nos Açores deve muito”
Sobre a emoção especial que é ver um conterrâneo a atuar em palcos de importância como o Campo Pequeno, “Açoriano” destaca a importância da família Pamplona para a tauromaquia, inclusive a nível internacional: “Sem dúvida, porque é de salientar, não o João em particular, mas toda a família Pamplona. A quem tauromaquia nos Açores deve muito. A tauromaquia nos Açores, na Graciosa e em São Jorge também, a tauromaquia na Diáspora, na Califórnia, no Canadá. Devem muito a tudo o que começou a partir deles”.
“Deram muito deles, sofreram muito, tiveram que tragar muito para, se hoje dizemos que podemos desfrutar da festa de toiros nos Açores e na Diáspora deve-se à família Pamplona”, conclui.
Em Madrid com Luis Gerpe, “Dia 21 de Setembro voltamos aos Desafíos Ganaderos”
Numa última pergunta e a título mais pessoal, inquirimos quais as próximas corridas em Espanha em que aturará e quais queria destacar: “Vou destacar a próxima, a única que tenho, que é em Madrid. Dia 21 de Setembro voltamos aos Desafíos Ganaderos, com o desafio entre Monteviejo, que é uma ganadaria emblemática, e com o Partido de Resina, que é outra ganadaria muito famosa, nada fáceis”.
Sobre o matador cuja quadrilha também João Pedro faz parte, disse-nos: “Mas temos a esperança que algum toiro possa investir e que finalmente as portas para o Luís Gerpe se possam abrir para demonstrar o toureiro que é”.
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